Há uns anos também eu vivi a experiência da emigração. tinha voltado a casa dos meus pais, perspectivas de emprego a curto prazo:nenhumas. Um primo aliciou-me e..fui!Parti num chuvoso dia de Janeiro e por ironia do destino encontrei na paragem do autocarro que me levou uma pessoa que em tempos tinha sido amigo(não trocamos uma única palavra, ignorando-nos mutuamente).
Foi o namorado de então(marido na actualidade) que me foi levar. A despedida mais dolorosa foi a da minha mãe.
Fui tranquila e expectante.
Depois de um dia inteiro de viagem, com alguns contratempos pelo meio cheguei. A cidade era relativamente pequena, bonita e fria. À minha espera tinha o meu primo. A primeira coisa que me disse foi "vá não chores, estás comigo". E estive. Durante 7 meses foi meu pai, amigo, e protector.
As peripécias sucederam-se, umas cheias de humor, outras de lágrimas.
Em Agosto regressei - quando parti foi com a condição de regressar meio ano depois e constituir vida com o p, que entretanto tinha terminado o curso. E foi o que fiz.
Costumo dizer que fui uma emigrante com prazo de validade e que por isso mesmo não me custou.
Hoje, com dois filhos, desempregada há 2 anos, sem perspectiva de emprego nem a curto nem médio/longo prazo penso novamente nesta hipótese. O p insiste que devemos ficar, que isto há-de melhorar...mas a verdade é que a cada dia que passa a hipótese se torna numa realidade mais presente e, desta vez, dolorosa.
Foi o namorado de então(marido na actualidade) que me foi levar. A despedida mais dolorosa foi a da minha mãe.
Fui tranquila e expectante.
Depois de um dia inteiro de viagem, com alguns contratempos pelo meio cheguei. A cidade era relativamente pequena, bonita e fria. À minha espera tinha o meu primo. A primeira coisa que me disse foi "vá não chores, estás comigo". E estive. Durante 7 meses foi meu pai, amigo, e protector.
As peripécias sucederam-se, umas cheias de humor, outras de lágrimas.
Em Agosto regressei - quando parti foi com a condição de regressar meio ano depois e constituir vida com o p, que entretanto tinha terminado o curso. E foi o que fiz.
Costumo dizer que fui uma emigrante com prazo de validade e que por isso mesmo não me custou.
Hoje, com dois filhos, desempregada há 2 anos, sem perspectiva de emprego nem a curto nem médio/longo prazo penso novamente nesta hipótese. O p insiste que devemos ficar, que isto há-de melhorar...mas a verdade é que a cada dia que passa a hipótese se torna numa realidade mais presente e, desta vez, dolorosa.
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